Tag: otorrinolaringologia

12 de julho de 2012

As baixas temperaturas do inverno são responsáveis pelo desencadeamento dos inúmeros processos infecciosos e alérgicos.

As vias respiratórias em geral funcionam como órgão de choque receptor destas situações. Abriga, inclusive na via respiratória alta, uma série de doenças. É justamente nesta parte superior onde se encontra a zona de atuação da otorrinolaringologia. Especificamente neste momento, abordaremos a garganta. É neste tubo músculo-membranoso-cartilaginoso que se encontra a laringe, responsável pela produção do tom fundamental através das pregas vocais. Quando ela está acometida por alguma infecção ou alergia, um processo inflamatório é instalado, podendo gerar edema (inchação), hiperemia (vermelhidão) e produção de secreções variadas. Isto promove impedimento da função normal da laringe, o que acarreta em uma modificação na qualidade da VOZ. A coaptação (junção) perfeita entre as pregas vocais sofre desajuste, não só por esses impedimentos orgânicos, como também por alteração funcional de mobilidade do órgão (paresias e paralisias).

Os sintomas dessas doenças que aparecem mais no inverno são claramente conhecidos tanto por médicos, quanto pela população em geral. O mais precoce de todos é a rouquidão, que geralmente, assim como estas doenças que são auto-limitadas, não ultrapassam o período de 15 dias. Caso isto aconteça, é necessário pesquisa mais rigorosa de outras razões que justifique esta doença de forma mais prolongada.

Acompanhando a rouquidão, pode acontecer tosse produtiva ou seca, dor de garganta e no pescoço, falta de ar e outros sintomas gerais como febre, mal-estar, falta de apetite e cansaço geral.

Mas o que fazer para que tais situações não se apresentem ou que pelo menos venham de maneira mais branda no inverno?

O Prof. Dr. Jeferson D’Avila, médico otorrinolaringologista sergipano e ex. presidente da Academia Brasileira de Laringologia e Voz, recomenda tomar cuidados importantes. Inicialmente com o ambiente em que se vive (casa e trabalho). Estes devem receber bastante luz solar e apresentar boa ventilação e limpeza adequada. Nessa época, devemos sempre lembrar dos cuidados com o vestuário adequado para baixas temperaturas, assim como a alimentação e hidratação bem orientadas.

Para manter uma boa qualidade de vida, ressaltamos a importância da prática de atividades físicas regulares (sob orientação médica). Evitar os excessos como o abuso vocal, o abuso alimentar e de bebidas alcoólicas, também é fundamental.

Como conclusão voltamos ao nosso famoso lema: “Afine sua saúde, cuide de sua VOZ” (NO INVERNO).

2 de fevereiro de 2012

A OTOCENTER recomenda:

1. Evite gritar ou falar alto em ambientes ruidosos.

2. Não é recomendável ingerir líquidos ou alimentos muito gelados, principalmente em dias quentes.

3. Fumar é altamente nocivo à saúde do sistema respiratório, principalmente às pregas vocais.

4. Pigarrear e sussurrar são hábitos aparentemente inofensivos que podem trazer grandes prejuízos à voz.

5. Falar durante exercícios físicos de impacto, como vôlei e tênis, podem prejudicar as cordas vocais.

6. O consumo excessivo de bebidas alcóolicas também é nocivo, porque propicia um efeito analgésico na laringe, causando abusos do aparelho vocal.

7. É importante beber bastante água e manter uma alimentação leve, sem exagerar no consumo de alimentos gordurosos ou muito condimentados.

8. Chupar balas ou pastilhas para aliviar dores na garganta traz efeito anestésico, levando também a abusos vocais.

9. O uso excessivo de ar condicionado pode traz problemas ao resfriar e reduzir a umidade do ar, provocando o ressecamento das cordas vocais.

10. Um otorrinolaringologista deve ser procurado a qualquer sinal de problemas como dores na garganta, rouquidão, cansaço ao falar, tosse, pigarro ou dificuldade para engolir, que irá orientar sobre os cuidados que devem ser tomados.

(Dados da Academia Brasileira de Laringologia e Voz – ABLV)

9 de janeiro de 2012

Confira orientações importantes sobre resfriado, gripe e suas possíveis complicações cedidas por Dr. Jeferson d’Avila.(Jornal do Estado – TV Atalaia).

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